segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sobre Catadores e Animais

Façamos uma reflexão:

Qual a nossa real contribuição para defender o meio-ambiente? Separamos o lixo para a reciclagem? Claro que não, pois Campina Grande, assim como a maioria das cidades brasileiras, não tem coleta seletiva do lixo. O que você faz com as baterias e pilhas que perderam sua utilidade? Pela quantidade desse material depositadas nas urnas que existem em algumas lojas para este fim, a maioria acaba, ou guardada em casa, ou jogada no lixo comum.
Vivemos numa sociedade em que ser ecologicamente correto está em alta, na teoria. Mas, na prática, quase nada nos permite sê-lo.
Uma das poucas relações ecologicamente corretas na nossa sociedade é a ação dos catadores de material reciclável. Papelão e vidro são recolhidos do lixo para serem vendidos à empresas que reprocessam este material. Só que este tipo de profissional que, numa sociedade realmente preocupada com a preservação do meio ambiente teria incentivos para fazer o seu trabalho da melhor maneira possível, na prática, tem uma estrutura muito precária para fazê-lo. Aí, são obrigados, por exemplo, a fazer uso de tração animal para movimentar as suas cargas, além de viverem em condições deploráveis.
Se realmente houvesse interesse em políticas sérias de preservação do meio ambiente, e também no que diz respeito ao sofrimento animal, uma ideia interessante seria fornecer aos catadores veículos ecologicamente corretos, como motocicletas adaptadas para o transporte de cargas volumosas. Existem tecnologias em desenvolvimento de motores que usam óleo de cozinha usado, energia elétrica ou gás de biomassa. Além disso, estas pessoas poderiam ter incentivos financeiros para viverem de uma forma mais digna (se o governo paga um Bolsa-Família, porque não criar um Bolsa-Reciclagem?).
Tem-se os meios, mas falta vontade.
Enquanto isso, as pessoas e os animais sofrem...


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